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Tipo: Dissertação
Título: As políticas públicas de inclusão digital e a formação dos estudantes trabalhadores da EJA no IFG
Título(s) alternativo(s): Public policies for digital inclusion and the education of working students in adult education at IFG
Autor(es): Santos, Raíssa Regis da Silva
Primeiro Orientador: Castro, Mad Ana Desiree Ribeiro
metadata.dc.contributor.referee1: Castro, Mad Ana Desiree Ribeiro
metadata.dc.contributor.referee2: Soares Júnior, Néri Emílio
metadata.dc.contributor.referee3: Echalar, Adda Daniela Lima Figueiredo
Resumo: A presente dissertação insere-se na Linha de Pesquisa “Trabalho, Políticas e Formação de Professores” do Programa de Pós-Graduação em Educação do Instituto Federal de Goiás (IFG) e tem como objetivo analisar as políticas públicas de inclusão digital e suas implicações na formação dos estudantes trabalhadores da Educação de Jovens e Adultos (EJA) na instituição. Partindo do pressuposto de que a exclusão digital é expressão das desigualdades sociais, buscou-se compreender de que maneira o IFG tem desenvolvido ações voltadas ao acesso e à apropriação crítica das tecnologias digitais por esse público. Para tanto, adotou-se o método do materialismo histórico-dialético, orientado por uma abordagem qualitativa que combinou análise documental — de legislações, planos institucionais, programas e projetos voltados à inclusão digital — com pesquisa bibliográfica e entrevistas semiestruturadas com estudantes da EJA. O trabalho desenvolve uma discussão teórica sobre a relação entre Estado, políticas públicas e tecnologia, evidenciando como as políticas de inclusão digital surgem em um contexto de reestruturação produtiva e neoliberalismo. Constata-se que, embora os discursos oficiais apontem para a democratização do acesso às tecnologias, prevalece uma abordagem tecnicista, centrada em infraestrutura e conectividade, em detrimento de processos pedagógicos críticos e emancipatórios. Além disso, a pesquisa apresenta a EJA a partir de seus marcos históricos e legais, mostrando como essa modalidade se consolidou como espaço de direito educacional para trabalhadores historicamente marginalizados, mas também como cenário permeado por contradições. Discutem-se os limites da chamada inclusão excludente na EJA, indicando que, embora políticas e programas ampliem o acesso de jovens e adultos trabalhadores à escola, muitas vezes a permanência e a qualidade da formação ficam comprometidas. A pesquisa inclui ainda uma revisão da literatura sobre a EJA integrada à Educação Profissional e Tecnológica (EJA-EPT), na qual a inclusão digital aparece como eixo estratégico ainda pouco consolidado. Nesse contexto, analisa-se a realidade da EJA no IFG, ressaltando as especificidades do público atendido — trabalhadores jovens e adultos historicamente marginalizados — e as contradições entre as políticas institucionais de inclusão digital e as reais condições de acesso, permanência e apropriação das tecnologias pelos estudantes. Os resultados indicam que, embora o IFG tenha desenvolvido iniciativas relevantes, estas permanecem limitadas e fragmentadas, revelando a ausência de uma política pedagógica consistente e contínua. As falas dos estudantes evidenciam dificuldades persistentes no uso das tecnologias, desde o ingresso até a permanência nos cursos, o que reforça a necessidade de estratégias institucionais mais abrangentes. Conclui-se que a inclusão digital, para além do simples acesso a equipamentos e conectividade, deve ser compreendida como direito formativo, essencial à emancipação dos sujeitos e à efetivação de uma educação pública crítica e de qualidade para jovens e adultos trabalhadores.
Abstract: This dissertation is part of the "Work, Policies and Teacher Training" Research Line of the Postgraduate Program in Education at the Federal Institute of Goiás (IFG) and aims to analyze public policies on digital inclusion and their implications for the training of working students in Youth and Adult Education (EJA) at the institution. Starting from the premise that digital exclusion is an expression of social inequalities, the study sought to understand how the IFG has developed actions aimed at access to and critical appropriation of digital technologies by this population. To this end, the historical-dialectical materialism method was adopted, guided by a qualitative approach that combined documentary analysis—of legislation, institutional plans, programs, and projects focused on digital inclusion—with bibliographic research and semi-structured interviews with EJA students. The work develops a theoretical discussion on the relationship between the State, public policies, and technology, highlighting how digital inclusion policies emerge in a context of productive restructuring and neoliberalism. It is observed that, although official discourses point to the democratization of access to technologies, a technocratic approach prevails, centered on infrastructure and connectivity, to the detriment of critical and emancipatory pedagogical processes. Furthermore, the research presents Adult and Youth Education (EJA) from its historical and legal framework, showing how this modality has consolidated itself as a space of educational rights for historically marginalized workers, but also as a scenario permeated by contradictions. The limits of so- called exclusionary inclusion in EJA are discussed, indicating that, although policies and programs broaden access to school for young and adult workers, the permanence and quality of education are often compromised. The research also includes a literature review on EJA integrated with Professional and Technological Education (EJA-EPT), in which digital inclusion appears as a strategic axis that is still poorly consolidated. In this context, the reality of Youth and Adult Education (EJA) at IFG is analyzed, highlighting the specificities of the target audience—historically marginalized young and adult workers—and the contradictions between institutional policies of digital inclusion and the real conditions of access, permanence, and appropriation of technologies by students. The results indicate that, although IFG has developed relevant initiatives, these remain limited and fragmented, revealing the absence of a consistent and continuous pedagogical policy. The students' statements highlight persistent difficulties in the use of technologies, from entry to permanence in the courses, which reinforces the need for more comprehensive institutional strategies. It is concluded that digital inclusion, beyond simple access to equipment and connectivity, must be understood as a formative right, essential to the emancipation of individuals and the realization of a critical and quality public education for young and adult workers.
Palavras-chave: Inclusão Excludente
Exclusionary Inclusion
Políticas Educacionais
Educational Policies
Educação de Jovens e Adultos
Youth and Adult Education
Educação Profissional e Tecnológica
Professional and Technological Education
Instituto Federal de Goiás
Federal Institute of Goiás
Idioma: por
País: Brasil
Editor: Insitituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás
Sigla da Instituição: IFG
metadata.dc.publisher.department: Câmpus Goiânia
metadata.dc.publisher.program: Programa de Pós-Graduação em Educação
Citação: SANTOS, Raissa Regis da Silva. As Políticas Públicas de Inclusão Digital e a Formação dos Estudantes Trabalhadores da EJA no IFG. 2025. Dissertação (Mestrado em Educação) - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás, Goiânia, 2025.
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
URI: http://repositorio.ifg.edu.br:8080/handle/prefix/2483
Data do documento: 30-Set-2025
Aparece nas coleções:Mestrado Acadêmico em Educação

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